É tempo de deixar ir!

A natureza vem sempre nos brindando com grandes ensinamentos. Entre dois extremos, verão/inverno, nos contempla com a chegada do Outono, nos preparando para sair de uma extremidade e chegar a outra. E assim como é na natureza é também em nossas vidas. Saímos de uma energia de extroversão, de luz, calor, para um momento de recolhimento, de cuidado com a essência, de ausência de luz, de introspecção.

Nessa transição, precisamos refletir: O que é preciso deixar ir? Assim como as folhas precisam cair dos galhos, e a vida ser preservada pelo recolhimento, são nossos encontros, nossas buscas, nosso dia a dia, nossas crenças e lembranças.

Segundo a sabedoria indígena, quando não cumprimos algo que prometemos, ou quando não fechamos ciclos, o fio de nossas ações que deveriam estar concluídas e amarradas, fica solto ao nosso lado.

Esses fios soltos, com o passar do tempo, enrolam-se em nossos pés e impedem que caminhemos livremente. Ficamos amarrados às nossas próprias palavras. Por isso, os nativos costumam “pôr as palavras a andar”, que significa falar e agir na mesma direção, encerrando as demandas, conduzindo à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo e nos conduz ao Caminho da Beleza onde há harmonia e prosperidades naturais.

Acredito que quando não reconhecemos as amarras, nos tornamos vítimas e nos deixamos levar pela manada, sem valorizar o poder que temos de escolher pelo nosso próprio destino. Ficamos a mercê do acaso ou ainda da “sorte”. Seguindo os passos, libertando os laços, as amarras, conhecendo os freios, as influências e as contaminações, nos tornamos conscientes daquilo que precisamos reverter, transformando em impulsos e alavancas para o despertar e evoluir. Se nas palavras encontramos motivação para recomeçar… é no tempo e no autoconhecimento que encontramos as ferramentas para recriar, regenerar e reviver.

O que você precisa deixar ir? Do que você precisa abrir mão para seguir em frente firme no seu propósito, nos seus ciclos para continuar a crescer e ser feliz? Quais as amarras que você tem deixado abertas, que precisam ser encerradas?

Vamos aproveitar esta estação para colocar em prática em nossas vidas, os grandes ensinamentos da mãe Natureza. Se não houvesse o outono as folhas morreriam queimadas pelo frio. Então para que haja vida, e longevidade, é preciso se recolher, entender seu lugar e libertar aquilo que precisa ser libertado.

 

Crédito da imagem Rodrigo Cairo

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